Como a canábis se está a tornar num negócio (legal)

Atualizado: 23 de Out de 2018

Por Rui Oliveira Marques a 24 de Agosto de 2018

Como a canábis se está a tornar num negócio (legal)

Já existe um meio de comunicação social e até uma feira no Porto. A canábis está a deixar de ser um tema tabu, com a progressiva legalização do seu uso para fins terapêuticos em vários países. Em Portugal foi aprovado no Parlamento há cerca de dois meses, o uso de canábis em “medicamentos, preparações e substâncias à base da planta de canábis para fins medicinais”. No entanto, podemos estar a assistir ao início de um processo que está a levar a substância para outros produtos e projectos. Em Novembro, nos dias 17 e 18, regressa ao Centro de Congressos da Alfândega do Porto a Cannadouro, uma feira que vai decorrer pelo segundo ano consecutivo e que quer integrar o calendário internacional de feiras relacionadas com a cultura canábica que se realizam na Europa. Além de estar situado numa zona central da Invicta, a feira segue o modelo de congéneres: expositores, workshops, actividades paralelas e patrocinadores.


A Cannapress, que está registada na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, tem acompanhado o debate.

Laura Ramos, directora do jornal online, destaca a necessidade de haver um meio especializado no tema. “É premente haver informação credível e de referência em Portugal sobre a canábis, que normalmente é abordada de forma preconceituosa, com base em mitos e pouca evidência científica. O universo à volta da espécie Cannabis Sativa L. é enorme e muito específico, não só pelas propriedades medicinais e pelas patologias a que se aplica, mas também pelo mercado de milhares de milhões que se gerou a nível internacional, depois de vários países legalizarem a canábis para fins medicinais — neste momento são mais de 30 países. Portugal já foi países com melhor clima para plantar canábis medicinal e há neste momento muitas empresas na corrida às licenças de produção”, comenta ao M&P. O jornal é promovido pela Cannativa — Associação de Estudos sobre Canábis. A audiência do site ainda é reduzida, cerca de duas mil visitas e cinco mil visualizações ao mês. “Ainda não temos plano de publicidade nem financiamento, por isso acreditamos que podemos crescer muito mais no futuro. O mercado da canábis em Portugal é totalmente novo”, prossegue Laura Ramos. A associação alimenta ainda a Cannabase (www.cannabase.pt), uma base de dados de estudos científicos para pacientes e profissionais. Estão ainda a realizar um documentário sobre as pessoas que utilizam canábis para fins medicinais, intitulado “Pacientes — À espera da Lei”. Um excerto foi apresentado aquando da audição da Cannativa, sobre o tema, na Comissão de Saúde da Assembleia da República. Em Novembro, durante dois dias, a Cannativa vai promover a Lisbon Medical Cannabis 2018, com médicos e investigadores. Nos Estados Unidos, alguns estados têm autorizado a produção e venda de marijuana, sendo este mais um passo para a consolidação de um negócio (legal) que dentro de uma década poderá chegar aos 42,5 mil milhões de euros – actualmente vale cinco mil milhões. Têm até surgido empresas na área da comunicação, focadas apenas neste mercado. É o caso da The Cannabis Marketing Lab, com sede na Califórnia, que se apresenta uma “full service cannabis marketing agency”.

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