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Portugal podia lucrar até 3,75 milhões por ano em impostos só em Lisboa, caso legalizasse a canábis

Caso a venda de canábis fosse legalizada e taxada ao mesmo nível do tabaco, Portugal poderia ganhar cerca de 3,75 milhões de euros em impostos todos os anos... E isto apenas em Lisboa, defende um estudo alemão

Com cada vez mais países a ponderar a legalização da canábis para fins medicinais ou recreativos, a empresa alemã Seedo decidiu calcular o preço da marijuana em 120 cidades do mundo, assim como o ganho de impostos que o consumo e a legalização podiam trazer a cada uma.


Segundo o 2018 Cannabis Price Index, em Lisboa são consumidos cerca de 750 quilos de canábis por ano, a um preço estimado de 6,69€ o grama.


Tal consumo poderia representar, para o país, um ganho de impostos entre os 940 mil euros - caso a marijuana fosse taxada da mesma forma que é nos EUA - e os 3,75 milhões de euros – caso a marijuana fosse taxada ao mesmo nível que o é o tabaco, em Portugal.


"Este estudo revelou grandes ideias sobre o tipo de receitas fiscais que a legalização da marijuana poderia trazer", refere Uri Zeevi, chefe de marketing da Seedo.


A empresa calculou os valores para cidades em que a venda e consumo de canábis para fins medicinais e recreativos é legal, ilegal, ou apenas parcialmente legal.


Segundo o estudo, Portugal é considerado um país em que o canábis é parcialmente legal, na medida em que a sua venda é proibida mas a posse de pequenas doses para consumo próprio é descriminalizada.

Das cidades englobadas no estudo, Nova Iorque é aquela em que mais marijuana é consumida: cerca de 77,44 toneladas por ano.


Caso esta cidade legaliza-se totalmente a canábis e a taxasse ao nível de outras cidades dos EUA, geraria uma receita fiscal de cerca de 125 milhões de euros por ano, ou "o suficiente para fornecer 3 meses de refeições escolares gratuitas a todos os alunos das escolas públicas de Nova Iorque", diz Zeevi.


O Cairo no Egipto, onde a marijuana é totalmente ilegal, seria a cidade que mais beneficiaria com a legalização, com um rendimento fiscal anual estimado de cerca de 307 milhões de euros.


O estudo defende ainda que a canábis mais cara se encontra em Tóquio, no Japão (26,13€/g), onde a venda e consumo são ilegais. A mais barata é a de Quito, no Equador (1,07€/g), onde a venda e consumo são parcialmente legais.


Das cidades onde a venda e consumo se encontram totalmente legalizadas, Boston, nos EUA, é a que tem a marijuana mais cara (8,81€/g) e Montevideo, no Uruguai, a que tem a mais barata (3,32€/g).


A Seedo é uma empresa alemã que alia a tecnologia à agricultura. O seu único produto, uma cultivadora caseira totalmente automatizada, permite o cultivo próprio de marijuana e de outras plantas e vegetais a pessoas sem qualquer conhecimento ou experiência de cultivação.

ROBYN BECK/ Getty Images

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